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Restaurantes norte-americanos vão faturar US$ 1,2 trilhão até o final da década, gerando mais de 17 milhões de empregos. E o Brasil não ficará imune a isso, mas as condições econômicas e a baixa qualificação devem atrasar a chegada destas novas tecnologias

Os restaurantes do futuro serão mais sociais, com menor ênfase na rotatividade dos clientes. Foto: Bigstock


A evolução do mercado de gastronomia nos Estados Unidos para a próxima década é tema de um estudo divulgado recentemente pela National Restaurant Association, a associação que congrega proprietários de restaurantes daquele país. A entidade aponta o uso de tecnologias de inteligência artificial — como streaming, robôs e até mesmo drones — como a principal tendência dos restaurantes do futuro.

O estudo, elaborado em parceria com a American Express e a Nestlé Professional, aponta que os restaurantes norte-americanos vão faturar US$ 1,2 trilhão (R$ 4,7 tri) até o final da década, gerando mais de 17 milhões de empregos. E o Brasil não ficará imune a isso, mas as condições econômicas e a baixa qualificação devem atrasar a chegada destas novas tecnologias.

Restaurante inteligente – interação de clientes e restaurantes em tempo real através de aplicativos e assistentes virtuais como Siri (Apple) e Alexa (Amazon).

Cozinha na nuvem – restaurantes que vendem apenas por aplicativos com entrega em domicílio, com novas cadeias surgindo rapidamente em âmbito regional ou nacional.

Entregas autônomas – veículos conduzidos por inteligência artificial e drones farão a entrega de pedidos em domicílio.

Apps próprios ou de terceiros – mais restaurantes devem criar seus próprios aplicativos além dos marketplaces já bastante difundidos. Há previsão da entrada de novos players no mercado, como celebridades chancelando algumas marcas.

Big Tech Bundles – serviços de streaming como Netflix ou Amazon Video podem combinar serviços de entrega de refeições existentes para criar uma experiência completa de jantar e entretenimento.

Restaurante biônico – tecnologias de automação com robôs preparando a comida de acordo com o gosto do cliente, além de sistemas de inteligência artificial que analisam as características dos ingredientes que serão usados em diferentes combinações de pratos.

Destinos sociais – o estudo aponta para um declínio das praças de alimentação de shoppings centers e espaços de fast-food, e a ascensão de restaurantes mais casuais com menor ênfase na rotatividade das mesas.
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Chegada das tecnologias no Brasil

O consultor de alimentos e bebidas Flávio Guersola, professor do Instituto de Negócios da Gastronomia, explica que os restaurantes hipercontectados devem se tornar realidade no Brasil com algum atraso, por volta de 2035.

“Quem vai capitanear isso são as grandes empresas, as grandes redes de franquias que tem dinheiro para investir com um retorno no longo prazo. Não vejo a tecnologia massificada nos restaurantes que temos hoje, muitos deles abrem sem sequer ter um plano de negócios, o que dirá ter um robô servindo no salão, preparando a comida ou entregando a refeição por drone”, explica.

Fonte: Gazeta do Povo

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