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Proposta do grupo de empreendedores é oferecer praticidade em ambientes como praia, baladas ou eventos ao ar livre

Vinho em lata da Vivant/Foto: Juliana Frug

Alex Homburger, 26, sempre usou uma técnica peculiar para decidir qual vinho comprar: definia a faixa de preço e então escolhia o rótulo mais atraente. Apesar de gostar, ele não se via como um especialista na bebida. Em conversas com amigos, percebeu que não era o único a seguir essa, digamos, metodologia. “Eu e um amigo, o Leonardo Atherino, planejávamos emprender juntos. Falei com ele sobre a ideia de criarmos uma marca de vinho voltada a consumidores mais jovens”, diz Alex.

A ideia definitiva viria em breve. Em uma noite, Leonardo foi a uma festa no Rio de Janeiro e optou por beber vinho. A noite foi desconfortável, mas não por causa de uma possível embriaguez. O carioca passou horas equilibrando uma garrafa e sua taça enquanto cumprimentava pessoas e tentava usar seu celular. Uma ligação entre os dois futuros sócios, no dia seguinte, definiu: “não bastava usar uma garrafa com comunicação descolada”, diz Alex. A solução seria vender vinhos em uma nova embalagem: as latas.

A Vivant foi fundada em 2018 com um investimento semente de R$ 300 mil, captado entre amigos e familiares. A ideia é atrair consumidores entre 21 e 35 anos ao oferecer praticidade em ambientes como praia, baladas ou eventos ao ar livre. O vinho é produzido em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, em uma parceria com a vinícola Quinta Don Bonifácio.

Na negociação, a Vivant garantiu blends exclusivos — são três tipos: tinto, branco e rosé. Em junho deste ano, uma segunda rodada injetou R$ 1,9 milhão na startup. Na lista de investidores, Eric Albanese, um ex-executivo da Ambev, e Flávio Maria, ex-executivo da Pepsico. O dinheiro foi usado na expansão da equipe, que pulou de quatro para oito funcionários, além de investimento em campanhas de marketing.

A proposta da Vivant vem em um momento de crescimento no consumo de vinho no Brasil e alinhada às tendências. De acordo com a Wine Intelligence, consultoria focada no assunto, o número de brasileiros que compraram ao menos uma garrafa de vinho no ano anterior saltou de 22 milhões para 32 milhões entre 2010 e 2019.

A consultoria afirma que o aumento no consumo da bebida é visto especialmente entre consumidores dos 21 aos 35 anos. Nos últimos dez anos, a Wine Intelligence observa uma tendência de consumo de vinhos de marcas mais baratas e com apelo visual forte — qualquer semelhança com a proposta da Vivant não é mera coincidência.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

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